Cliff Korman enriquece a galeria de entrevistados por Lulu Martin

Pianista completo, educador reconhecido e pesquisador de jazz, música brasileira e improvisação, Cliff Korman gosta de dizer que 30 anos de imersão no universo musical do Brasil projetaram uma luz diferente na maneira como ele vê o jazz. Tem desenvolvido numerosos projetos envolvendo músicos brasileiros e norte-americanos, apresentando grande variedade de composições e arranjos. Atua no Instituto Paulo Moura como diretor musical, arranjador e coordenador do projeto de digitalização do Acervo Paulo Moura.

Entre suas gravações próprias, destacam-se “Mood Ingênuo, o sonho de Pixinguinha e Duke Ellington” (Jazzheads, 1999) e “Gafieira Dance Brasil” (independente, 2001) com o renomado solista, compositor e arranjador Paulo Moura; “Migrations” (Planet Arts, 2003), que busca conexões entre a tradição musical do Brasil e o jazz americano.

1- Fale um pouco sobre a música na sua família; seus avós, seus pais eram músicos? O que tocavam?

Na família tinha e tem pessoas musicais. Meu pai tem uma voz muito bonita, tipo barítono, e canta bem afinado. Nunca estudou formalmente até chegar perto dos 60 anos, quando começou a tocar com grupos de colegas na flauta doce. Levou a sério o negócio! Mas isso bem depois que eu comecei na vida profissional. Meu irmão, três anos mais novo que eu, também é pianista, arranjador, diretor musical e educador. Ele está bem, lá em Nova Iorque.

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